domingo, 10 de maio de 2009

Twitter, o que você está fazendo conosco? - Parte 1



Você já ouviu falar em microblog? Pois esta é a proposta inicial do Twitter, um site que é a nova sensação na web. Quem se cadastra possui um limite de 140 caracteres - mais ou menos o mesmo número do de mensagens de celular – e originalmente deve responder à seguinte pergunta: O que você está fazendo?

Com um pouco mais de três anos, – ele foi criado em 2006 pela Obvious Corp. - o Twitter já possui mais de seis milhões de adeptos.


Para que serve?

Apesar de à primeira vista parecer banal, o Twitter disponibiliza serviços diversos online. No pequeno espaço que o site oferece os usuários podem encontrar desde previsões do tempo com a ClimaTempo, até participar de concursos de microcontos.

O humorista Rafinha Bastos, segundo colocado no ranking nacional de mais populares, sorteia ingressos para seus espetáculos semanalmente. Em sua segunda edição, o concurso de microcontos 140 Letras premia os vencedores com livros.

O site não desaponta até mesmo os ávidos por escândalos envolvendo celebridades. O mais recente é o fim de um namoro “causado” justamente pelo vício no Twitter. A atriz americana Jennifer Aniston, famosa por protagonizar o seriado Friends, não recebeu durante um fim de semana notícias ou ligações do namorado, John Mayer. Mas, ao visitar o Twitter, descobriu que o blog dele estava sendo atualizado constantemente.


Privacidade

Assim como o cantor John Mayer, muitos outros famosos frequentam o site – desde o presidente americano Barack

Obama até Britney Spears. O contato direto com os fãs funciona bem e tem alcance mundial. Porém, o bombardeio de informações e a superexposição nem sempre são benéficos.

Tanto que meros anônimos estão sujeitos a se tornarem celebridades instantâneas sem nenhum talento aparente. São essas celebridades que aparecem na internet e que somem com a mesma velocidade que apareceram.

Se com a internet a vida privada passa a ser pública, no Twitter a exposição é ainda maior. Até porque o site é acessível até pelo celular. A estudante carioca Andreia Andrade decidiu manter os amigos informados sobre sua viagem à Europa através do Twitter. Diariamente ela postava fotos ou twitava (veja glossário abaixo 2.1) algo que via durante sua estada de 20 dias no Velho Continente. Seus amigos puderam acompanhá-la, por exemplo, durante um passeio de barco em Veneza, e qualquer estranho também poderia, bastava acessar o site.


Cultura Pop

O site possui até linguagem própria e já está atrelado à cultura pop. Tanto que, como dito anteriormente, até celebridades aderiram à idéia.

Talvez para quem cresceu trocando cartas, com textos maiores e elaborados, ou telefonemas, onde o contato é mais direto, o Twitter possa parecer fútil. Mas, para quem vive essa agitada rotina do século 21, manter contato, mesmo que com poucas palavras, já é o bastante.

Uma opinião muito comum é a de que a Cultura Pop tende a ser superficial e cada vez mais simplista e vazia. Criada por uma indústria cultural (cinema, TV, internet, etc.) que busca apenas o consumo desenfreado. Porém, a cultura popular não pode ser descrita como imposta por essa indústria, pois seus “produtos” são resultado de uma contínua interação entre os consumidores.

Isso é exemplificado com o Twitter, site em expansão desde sua criação. Seu crescimento é grande porque há demanda.

Tal como o MSN ou o Orkut quando surgiram no Brasil – ou o Facebook e o MySpace nos EUA - o site é um fenômeno. O Twitter aparece cada vez mais nos meios de comunicação. Mas, por que esse fascínio?

Nenhum comentário:

Postar um comentário