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segunda-feira, 22 de junho de 2009

Resenha do livro Jornalismo 2.0

O mundo de possibilidades que é a Internet está ao alcance de qualquer brasileiro atualmente. Mas, como disse Ziraldo: “A Internet é fundamental, porque toda a informação está lá. Agora, se você não sabe ler, se não tem curiosidade, de que adianta aquele presente dos deuses?” Antes de mero entretenimento, um computador conectado a outros serve como um ponto de encontro, de troca de experiências, informações, idéias. E, se jornalismo nada mais é do que essa comunicação em mão dupla, a Internet possibilita maior colaboração do leitor e mais agilidade ao postar e corrigir notícias.
Para jornalistas, principalmente os em formação, que terão de inevitavelmente migrar para a Internet, Jornalismo 2.0 de Mark Briggs, é um ótimo guia. Não só para quem pretende postar notícias online, mas também para quem precisa saber onde buscar informações seletas o mais rápido possível.
O livro começa no básico, ensinando siglas e outras nomenclaturas que costumam afastar muitos internautas. Mas, com uma linguagem simples e didática, o autor chega a dialogar com quem lê e tende a ser imparcial. Quando, por exemplo, escreve sobre navegadores, Briggs indica vários e lista suas vantagens e desvantagens. Ao final de cada capítulo, ele sugere um série de atividades que devem ser realizadas na prática e incita o leitor a treinar sempre.
As lições de Mark Briggs não se restringem à Internet e seus sites e recursos. Ele também nos apresenta gadgets e como eles podem funcionar a nosso favor; ensina a filmar, fotografar, a fazer edições simples. Um notebook, Câmeras digitais, celulares com diversas funções ou um gravador podem fazer de um simples jornalista um mojo (jornalista móvel).
Enquanto uma matéria para televisão exige muitos equipamentos e uma grande equipe por trás - o que dificulta a locomoção - o mojo digital, com os equipamentos certos, produz em tempo real. A escrita no jornalismo digital também é dinâmica. Os leitores, atualizados e flexíveis, não temem mudanças e gostam de textos leves, coloquiais e criativos. E é isso que incentiva Briggs.
Ao disponibilizar o e-book gratuitamente, o autor reafirma que a internet deve ganhar cada vez mais seu espaço do dia-a-dia do homem moderno.
O que pode ser um empecilho para quem pretende visitar os sites indicados pelo autor é que alguns só existem em versões em inglês. Aliais, quem se aventura na Internet corre o risco de esbarrar em barreiras linguísticas. Assim, seria útil uma versão da lista com sites nacionais importantes.
Briggs encara a Internet como o hoje - afinal ela já está por aqui há décadas - e não como amanhã; ele a vê como uma fusão de local de trabalho e lazer. E, ao encará-la assim, um jornalista só pode ter a ganhar.

JORNALISMO 2.0 Como sobreviver e prosperar

Um guia de cultura digital na era da informação
Ano de Edição: 2007
Autor: Mark Briggs
Número de páginas: 134
Uma iniciativa J-Lab e da Knight Citizen News Network

domingo, 10 de maio de 2009

Twitter, o que você está fazendo conosco? - Parte 1



Você já ouviu falar em microblog? Pois esta é a proposta inicial do Twitter, um site que é a nova sensação na web. Quem se cadastra possui um limite de 140 caracteres - mais ou menos o mesmo número do de mensagens de celular – e originalmente deve responder à seguinte pergunta: O que você está fazendo?

Com um pouco mais de três anos, – ele foi criado em 2006 pela Obvious Corp. - o Twitter já possui mais de seis milhões de adeptos.


Para que serve?

Apesar de à primeira vista parecer banal, o Twitter disponibiliza serviços diversos online. No pequeno espaço que o site oferece os usuários podem encontrar desde previsões do tempo com a ClimaTempo, até participar de concursos de microcontos.

O humorista Rafinha Bastos, segundo colocado no ranking nacional de mais populares, sorteia ingressos para seus espetáculos semanalmente. Em sua segunda edição, o concurso de microcontos 140 Letras premia os vencedores com livros.

O site não desaponta até mesmo os ávidos por escândalos envolvendo celebridades. O mais recente é o fim de um namoro “causado” justamente pelo vício no Twitter. A atriz americana Jennifer Aniston, famosa por protagonizar o seriado Friends, não recebeu durante um fim de semana notícias ou ligações do namorado, John Mayer. Mas, ao visitar o Twitter, descobriu que o blog dele estava sendo atualizado constantemente.


Privacidade

Assim como o cantor John Mayer, muitos outros famosos frequentam o site – desde o presidente americano Barack

Obama até Britney Spears. O contato direto com os fãs funciona bem e tem alcance mundial. Porém, o bombardeio de informações e a superexposição nem sempre são benéficos.

Tanto que meros anônimos estão sujeitos a se tornarem celebridades instantâneas sem nenhum talento aparente. São essas celebridades que aparecem na internet e que somem com a mesma velocidade que apareceram.

Se com a internet a vida privada passa a ser pública, no Twitter a exposição é ainda maior. Até porque o site é acessível até pelo celular. A estudante carioca Andreia Andrade decidiu manter os amigos informados sobre sua viagem à Europa através do Twitter. Diariamente ela postava fotos ou twitava (veja glossário abaixo 2.1) algo que via durante sua estada de 20 dias no Velho Continente. Seus amigos puderam acompanhá-la, por exemplo, durante um passeio de barco em Veneza, e qualquer estranho também poderia, bastava acessar o site.


Cultura Pop

O site possui até linguagem própria e já está atrelado à cultura pop. Tanto que, como dito anteriormente, até celebridades aderiram à idéia.

Talvez para quem cresceu trocando cartas, com textos maiores e elaborados, ou telefonemas, onde o contato é mais direto, o Twitter possa parecer fútil. Mas, para quem vive essa agitada rotina do século 21, manter contato, mesmo que com poucas palavras, já é o bastante.

Uma opinião muito comum é a de que a Cultura Pop tende a ser superficial e cada vez mais simplista e vazia. Criada por uma indústria cultural (cinema, TV, internet, etc.) que busca apenas o consumo desenfreado. Porém, a cultura popular não pode ser descrita como imposta por essa indústria, pois seus “produtos” são resultado de uma contínua interação entre os consumidores.

Isso é exemplificado com o Twitter, site em expansão desde sua criação. Seu crescimento é grande porque há demanda.

Tal como o MSN ou o Orkut quando surgiram no Brasil – ou o Facebook e o MySpace nos EUA - o site é um fenômeno. O Twitter aparece cada vez mais nos meios de comunicação. Mas, por que esse fascínio?