O mundo de possibilidades que é a Internet está ao alcance de qualquer brasileiro atualmente. Mas, como disse Ziraldo: “A Internet é fundamental, porque toda a informação está lá. Agora, se você não sabe ler, se não tem curiosidade, de que adianta aquele presente dos deuses?” Antes de mero entretenimento, um computador conectado a outros serve como um ponto de encontro, de troca de experiências, informações, idéias. E, se jornalismo nada mais é do que essa comunicação em mão dupla, a Internet possibilita maior colaboração do leitor e mais agilidade ao postar e corrigir notícias.
Para jornalistas, principalmente os em formação, que terão de inevitavelmente migrar para a Internet, Jornalismo 2.0 de Mark Briggs, é um ótimo guia. Não só para quem pretende postar notícias online, mas também para quem precisa saber onde buscar informações seletas o mais rápido possível.
O livro começa no básico, ensinando siglas e outras nomenclaturas que costumam afastar muitos internautas. Mas, com uma linguagem simples e didática, o autor chega a dialogar com quem lê e tende a ser imparcial. Quando, por exemplo, escreve sobre navegadores, Briggs indica vários e lista suas vantagens e desvantagens. Ao final de cada capítulo, ele sugere um série de atividades que devem ser realizadas na prática e incita o leitor a treinar sempre.
As lições de Mark Briggs não se restringem à Internet e seus sites e recursos. Ele também nos apresenta gadgets e como eles podem funcionar a nosso favor; ensina a filmar, fotografar, a fazer edições simples. Um notebook, Câmeras digitais, celulares com diversas funções ou um gravador podem fazer de um simples jornalista um mojo (jornalista móvel).
Enquanto uma matéria para televisão exige muitos equipamentos e uma grande equipe por trás - o que dificulta a locomoção - o mojo digital, com os equipamentos certos, produz em tempo real. A escrita no jornalismo digital também é dinâmica. Os leitores, atualizados e flexíveis, não temem mudanças e gostam de textos leves, coloquiais e criativos. E é isso que incentiva Briggs.
Ao disponibilizar o e-book gratuitamente, o autor reafirma que a internet deve ganhar cada vez mais seu espaço do dia-a-dia do homem moderno.
O que pode ser um empecilho para quem pretende visitar os sites indicados pelo autor é que alguns só existem em versões em inglês. Aliais, quem se aventura na Internet corre o risco de esbarrar em barreiras linguísticas. Assim, seria útil uma versão da lista com sites nacionais importantes.
Briggs encara a Internet como o hoje - afinal ela já está por aqui há décadas - e não como amanhã; ele a vê como uma fusão de local de trabalho e lazer. E, ao encará-la assim, um jornalista só pode ter a ganhar.
JORNALISMO 2.0 Como sobreviver e prosperar
Um guia de cultura digital na era da informação
Ano de Edição: 2007
Autor: Mark Briggs
Número de páginas: 134
Uma iniciativa J-Lab e da Knight Citizen News Network
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segunda-feira, 22 de junho de 2009
segunda-feira, 1 de junho de 2009
O senhor do Inverno - Bernard Cornwell
Artur, um dos maiores heróis de todos os tempos, é despido pelo inglês Bernard Cornwell de todas as lendas que envolvem sua figura mitológica. O senhor do Inverno, assim como os outros livros da trilogia As crônicas de Artur, é narrado pelo jovem saxão Derfel Cadarn, criado pelo excêntrico e ferino druida Merlim. Mais tarde Derfel se torna um dos melhores guerreiros e amigos de Artur, e através de seus olhos podemos presenciar com crueza cenas e batalhas históricas e esbarrar com figuras como Guinevere, Lancelot e Morgana. Mesmo sendo descrito como o homem mais poderoso do século V, Artur nunca foi consagrado rei, porque era filho bastado do Grande Rei da Britânia e do condado da Dummonia, Utred. Quando seu pai morre, ele é nomeado conselheiro principal de seu sobrinho Mordred, herdeiro legítimo.
Apaixonado por História, Bernard Cornwell conta a história de Artur embasado em descobertas arqueológicas recentes. Derfel o ajuda a retratar esse guerreiro complexo, que mesmo ansiando a paz na Britânia, era um comandante e estrategista nato. As batalhas sangrentas enfrentadas pelos personagens são ricas em detalhes e primordiais para o livro. Por que a guerra é o que move esses homens, mesmo com todos os esforços em pacificar a Britânia para o reinado de Mordred. O narrador em primeira pessoa dá um toque pessoal e parcial à história e emociona o leitor, o aproximando dos personagens.
Além dos invasores saxões, Artur e seus guerreiros têm que enfrentar outro inimigo: o cristianismo. O livro, narrado em dois momentos, mostra dois “Derfels”, um jovem apaixonado pela guerra e pelo lendário Artur e um monge isolado, que, mesmo renegando sua origem pagã, ainda reluta em crer no cristianismo. Algumas passagens do livro, principalmente colocadas na boca do descrente Artur – que não apoiava nem os druidas nem os padres cristãos – provocam essa religião que tolhia e culpava guerreiros que faziam o que bem entendiam e costumavam acreditar nos antigos deuses da Britânia. O senhor do Inverno é o mais fiel relato da história de Artur e quem gosta de História e batalhas homéricas não pode perder.
(Amanda Morais de Assunção)
Apaixonado por História, Bernard Cornwell conta a história de Artur embasado em descobertas arqueológicas recentes. Derfel o ajuda a retratar esse guerreiro complexo, que mesmo ansiando a paz na Britânia, era um comandante e estrategista nato. As batalhas sangrentas enfrentadas pelos personagens são ricas em detalhes e primordiais para o livro. Por que a guerra é o que move esses homens, mesmo com todos os esforços em pacificar a Britânia para o reinado de Mordred. O narrador em primeira pessoa dá um toque pessoal e parcial à história e emociona o leitor, o aproximando dos personagens.
Além dos invasores saxões, Artur e seus guerreiros têm que enfrentar outro inimigo: o cristianismo. O livro, narrado em dois momentos, mostra dois “Derfels”, um jovem apaixonado pela guerra e pelo lendário Artur e um monge isolado, que, mesmo renegando sua origem pagã, ainda reluta em crer no cristianismo. Algumas passagens do livro, principalmente colocadas na boca do descrente Artur – que não apoiava nem os druidas nem os padres cristãos – provocam essa religião que tolhia e culpava guerreiros que faziam o que bem entendiam e costumavam acreditar nos antigos deuses da Britânia. O senhor do Inverno é o mais fiel relato da história de Artur e quem gosta de História e batalhas homéricas não pode perder.
(Amanda Morais de Assunção)
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