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segunda-feira, 1 de junho de 2009

O senhor do Inverno - Bernard Cornwell

Artur, um dos maiores heróis de todos os tempos, é despido pelo inglês Bernard Cornwell de todas as lendas que envolvem sua figura mitológica. O senhor do Inverno, assim como os outros livros da trilogia As crônicas de Artur, é narrado pelo jovem saxão Derfel Cadarn, criado pelo excêntrico e ferino druida Merlim. Mais tarde Derfel se torna um dos melhores guerreiros e amigos de Artur, e através de seus olhos podemos presenciar com crueza cenas e batalhas históricas e esbarrar com figuras como Guinevere, Lancelot e Morgana. Mesmo sendo descrito como o homem mais poderoso do século V, Artur nunca foi consagrado rei, porque era filho bastado do Grande Rei da Britânia e do condado da Dummonia, Utred. Quando seu pai morre, ele é nomeado conselheiro principal de seu sobrinho Mordred, herdeiro legítimo.

Apaixonado por História, Bernard Cornwell conta a história de Artur embasado em descobertas arqueológicas recentes. Derfel o ajuda a retratar esse guerreiro complexo, que mesmo ansiando a paz na Britânia, era um comandante e estrategista nato. As batalhas sangrentas enfrentadas pelos personagens são ricas em detalhes e primordiais para o livro. Por que a guerra é o que move esses homens, mesmo com todos os esforços em pacificar a Britânia para o reinado de Mordred. O narrador em primeira pessoa dá um toque pessoal e parcial à história e emociona o leitor, o aproximando dos personagens.

Além dos invasores saxões, Artur e seus guerreiros têm que enfrentar outro inimigo: o cristianismo. O livro, narrado em dois momentos, mostra dois “Derfels”, um jovem apaixonado pela guerra e pelo lendário Artur e um monge isolado, que, mesmo renegando sua origem pagã, ainda reluta em crer no cristianismo. Algumas passagens do livro, principalmente colocadas na boca do descrente Artur – que não apoiava nem os druidas nem os padres cristãos – provocam essa religião que tolhia e culpava guerreiros que faziam o que bem entendiam e costumavam acreditar nos antigos deuses da Britânia. O senhor do Inverno é o mais fiel relato da história de Artur e quem gosta de História e batalhas homéricas não pode perder.

(Amanda Morais de Assunção)

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Sabe aqueles títulos que enganam?

Pois é, eles são uma porcaria. E estão espalhados por aí, atrás de leitores que caiam em seus truques.
Quem nunca se deparou com a situação?:
Você entra num portal de notícias e está lá na página principal aquele título chamativo, piscando e sussurrando o seu nome. Basta um clique para você descobrir que caiu numa armadilha muito bem planejada.
Esta semana mesmo eu encontrei um desses títulos que me marcou. Tudo levava a crer que eu iria ler uma matéria sobre pratos de diferentes nacionalidades e os ingredientes escondidos por trás daqueles nomes estranhos. Mas foi só descer a página um pouco e ler metade do texto para ficar claro que não se tratava disso. O assunto na verdade era: o que você deve ou não evitar (de acordo com seu valor calórico).
Eu cliquei na matéria porque comida pra mim sempre foi um assunto muito agradável. E, volto a dizer, a manchete sugeria que fossem dar dicas de como se ler um cardápio.

Nhami, assunto agradável :9

A reportagem claramente supõe que todos os leitores seguem uma dieta de emagrecimento, já que as dicas são para substituir alimentos mais calóricos por outros mais "saudáveis". Acho que não é a maioria dos leitores que podem ter o luxo de comer cada dia algo de um país diferente. Talvez façam uma refeição internacional por mês. E eu acho que quem come algo diferente com essa frequência não deve se conter ou se preocupar com as calorias de uma refeição.

Quem vai evitar essas delicinhas de samosas?

É claro que eu sou a favor de hábitos alimentares mais saudáveis, - coisa que ainda é novidade para o brasileiro - mas, além de ter um título capaz de nos confundir, o conteúdo da matéria é bem pobre. Não traz nenhuma novidade sobre os alimetos que compõe os pratos típicos, sugerindo sempre que se evite os mesmos clichês: fritura, açúcar e excesso de carboidrato. Substâncias, aliais, essênciais para o bom funcionamento do organismo.
Essa nova leva de pensamentos e atitudes "verdes" é, sem dúvida, algo admirável e que deve ser levado adiante. Mas é preciso saber filtrar as informações que pipocam nos meios de comunicação e não perder suas opiniões próprias diante desses novos estereótipos "saudáveis".

Sim, o título desse post o exemplifica claramente. Metalinguagem.

Clique para ler a fatídica reportagem.

P.S.: Fiquei feliz ao ler os comentários dos leitores e constatar que muitos pensam o mesmo que eu.